30 dezembro, 2005

Medicina Baseada em Evidências

Tem um livro de condutas e diagnósticos que é muito apreciado na minha faculdade. O livro chama “Medicina Ambulatorial, condutas de atenção primária baseadas em evidências”. É mais ou menos o seguinte, se divide algumas condutas de 1 até 5. 1 é o grau máximo de evidência, o melhor do mundo de todos os tratamentos e métodos médicos. 5 é o menos comprovado, mas, mesmo assim, indicadíssimo. Não dá nem culpa, olha ali, aplica e, se der errado, a culpa é da ciência que não explica o caso. Tudo bem. Tosco como eu sou, nunca tinha entendido como a medicina poderia não ser baseada em evidência. Comprei o livro e fui lendo. Quando eu entendi o método do 1 a 5 achei lá um capítulo, que entre outros autores, contava com o Dr. Armando de Negri, fundador do movimento estudantil na medicina. Estava lá em letras de forma: “A medicina tradicional, alternativa e complementar”. Mmm. Fui ler. A idéia é interar a medicina tradicional à medicina formal e aplicar tudo no Sistema Único de Saúde. Por medicina tradicional os autores consideram os “Curandeiros, que se utilizam de plantas, assim como de produtos animais ou minerais, além de procedimentos mágico-religiosos” (sic). Inclui também as rezadeiras, “que se utilizam de rezas e benzeduras para afastar doenças do corpo ou do espírito, podendo também combinar esses procedimentos com fitoterapia”. Tu vê só. A lista continua e inclui os médiuns espíritas, os pastores pentecostais, os sacerdotes do candomblé e da umbanda e os religiosos católicos. Os autores não disseram o grau, mas a evidência é comprovada por métodos místicos, cósmicos e exotéricos. Milagres? Não. Milagres é com o padre da capela, não com o do S.U.S.

14 dezembro, 2005

Mamãe

Digam o que quiserem, mas o fato é que quando se é pobre, engravidar aos quatorze anos é um bom negócio. Tenho entrado em umas favelas aqui de Porto Alegre e observado como vive esse pessoal. Há uma porção de adolescentes mães por lá. O que todas tem em comum (além de não freqüentarem o grupo de jovens mães do posto de saúde) é o fato de serem bem educadas. Fiquei comparando elas com as jovens que não engravidaram. Todas são o que alguns chamam de promíscua. Hoje não se usa mais muito essa palavra, mas tudo bem. Sempre tem a gurizadinha malandra que coloca essas gurias no pó, nas festinhas, na rua. Se eu pudesse, faria campanha pela gravidez na adolescencia.

 
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